quarta-feira, 7 de março de 2012

Notinhas sobre o trânsito

Domingo ocorreu mais um acidente com vítima fatal na avenida Antônio Vilhena, no bairro Laranjeiras. Não seria hora do DMTU estudar a viabilidade de aquela via tornar-se de mão-única?

A nova ponte sobre o rio Itacaiúnas nem foi inaugurada e já apresenta rachaduras no concreto armado que irá receber a camada asfáltica. A vereadora Júlia Rosa pediu explicações ao governo municipal ...Caso o Maurino não fosse o “dono” da obra isso não teria acontecido!

Os motoristas andam reclamando da falta de sinalização no canteiro que separa a pista de rolamento da transamazônica e a via que dá acesso ao campus 1 da UFPA. Principalmente à noite, vários condutores quase bateram de frente com o bendito canteiro. Quem pagaria a conta???

Terminou no último domingo o curso de formação dos taxistas de Marabá. Os trabalhadores do volante estudaram noções de mecânica, primeiros socorros, legislação de trânsito, relações humanas, entre outros. Espero que a partir de agora, principalmente a galera do táxi-lotação apresente uma postura mais profissional.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Horário Oficial de Brasília.

DIRETO DO BLOG DO RAFAEL OLIVEIRA (http://rafaeloliveira-rj.blogspot.com/)




O horário de verão já acabou, mudando a vida de todos os brasileiros, seja os que são a favor de um tempinho a mais no final da tarde, ou os que são contra ao sistema e gostam de acordar com um dia mais claro.

Todos tiveram que acertar seus relógios, seja na parede, no celular, no micro-ondas, no relógio do carro ou no relógio de pulso. Alguns, até mesmo descobriram que possuem mais relógios do que pensavam. Vale lembrar uma pequena curiosidade: O brasileiro Santos Dumont foi um dos inventores do relógio de pulso moderno, um gênio que também ficou famoso ao inventar o avião (E olha que tem gente que diz que no Brasil não tem história).

Mas quantas vezes já acertamos o nosso relógio e vimos que ele já está errado poucas semanas depois? Então como funciona o horário oficial do Brasil? Muitos por aí tem o hábito de responder: Com o "Horário de Brasília". Errado! Nem se quer existe um relógio público oficial na cidade de Brasília, como existe no Rio de Janeiro (um dos maiores relógios do mundo: Relógio da Central do Brasil). O relógio oficial do Brasil é do Rio de Janeiro, mesmo ainda em 2012.

O Rio de Janeiro possui um dos relógios mais modernos do mundo (pertencente ao Rio de Janeiro) localizado no Observatório Nacional, em São Cristovão, Zona Norte do Rio de Janeiro. O observatório é uma das unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O relógio carioca (que todos acham que é de Brasília) é marcado por oito relógios atômicos que ficam em uma espécie de porão, abaixo do nível da rua, sob o prédio do observatório, no Rio de Janeiro. 

"O subsolo é um local mais resguardado de mudanças de temperatura e influências eletromagnéticas", explicou o tecnologista sênior da Divisão do Serviço da Hora, José Luiz Machado Kronenberg. "Tendo como resultado um algoritmo (uma espécie de média), temos o 
chamado ‘pulso por segundo'' - o ponteirinho pequeno do relógio." Kronenberg explicou que o relógio atômico usa como referência a transição de nível quântico, ou do nível atômico, chamada de transição hiperfina. "A referência são átomos de césio e de hidrogênio - um elemento muito estável e, por isso, usado como padrão mundial." Segundo dados do Observatório Nacional, o Maser de hidrogênio é atualmente o equipamento de mais alta precisão de geração de tempo da América do Sul, não adiantando ou atrasando mais que um segundo a cada 10 milhões de anos.

O Horário Oficial do Rio de Janeiro é utilizado por empresas bancárias, bolsas de valores, entre outros órgãos. Mas a população pode também usufruir desse horário oficial no próprio site do Observatório Nacional (www.on.br). Na parte superior do site, é só clicar em serviços e depois na última opção: ‘Metrologia em Tempo e Frequência''. Na tela que vai abrir, específica sobre o Serviço de Divisão da Hora, é só clicar na terceira opção do lado esquerdo, ‘Acerte seu relógio''. O horário mostrado é a Hora Legal Brasileira, popularmente chamada de "horário de Brasília".


domingo, 4 de março de 2012

Cântico negro


José Régio- escritor português
                                      




"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

sábado, 3 de março de 2012

As maurinices de um prefeito sem-noção

Acho que o nosso querido prefeito Maurino Magalhães, sofre de “miopia administrativa” ou quem sabe de “hipnose governamental”.

Faz tempo que acompanho os discursos proferidos por Maurino e não consigo concordar com quase nada – eu e qualquer pessoa de bom senso!

O prefeito vive dizendo que a cidade está linda. Já nos pediu para amar o lixo.“Dono” da duplicação da Transamazônica, faz descaradamente propaganda enganosa. Afirma ser um administrador enviado por Deus. Convidou toda a população para um churrasco no aterro sanitário de Marabá – que aliás só é sucesso por que tem o dedinho da Vale – e como de costume não honrou o compromisso. Sem contar que fez várias criancinhas de bobas ao prometer brinquedos...nunca esqueço a cena! E os estudantes marabaense que moram em uma república em Belém, cujo aluguel é pago pela prefeitura, até outro dia estavam ameaçados de despejo. Meu Deus! Deve haver alguma coisa boa que esse prefeito fez por nossa cidade. Ao acessar, agora há pouco, o site do CORREIO DO TOCANTINS encontre algo de positivo. Li que Maurino rebateu críticas do vereador EDIVALDO SANTOS ao lamentar que “[...] em três anos de governo, a gestão de Maurino Magalhães não tenha realizado nenhuma obra em favor daquela comunidade ”  dizendo “que reformou o banheiro da feira, colocou piçarra em uma via e construiu estacionamentos na VP-8, que passa em frente à Folha 28. 'E isso não é obra?' ” Quase não consigo parar de de rir ao ler a resposta do prefeito.

Gente, tenho quase certeza que o Maurino realmente acredita ser um bom gestor. Desde quando reformar um banheiro e colocar piçarra em uma rua (que aliás é coisa fora de moda) é exemplo de obra? Fala sério!!!

Querido prefeito, por favor, aceite minha sugestão: continue reformando e construindo banheiros pois o senhor ainda tem 10 meses pra falar e fazer muita merda!!!!

Por onde passarão as magrelas?

É impressão minha ou a nova Transamazônica no perímetro urbano de Marabá não contará com ciclovia?
Sugestão aos que preferem a bicicleta para efetuar mudança de núcleo: comprem uma bicicleta voadora, igual àquela do filme ET. Ah!Tenha cuidado apenas ao sobrevoar a ponte do rio Itacaiúnas para não ser atingido por um avião!

sexta-feira, 2 de março de 2012

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Os professores de Língua Portuguesa do colégio Monte Castelo - Áurea, Meire e Tony - montaram um material bacaninha para ajudar aqueles que, assim como eu, estão confusos com o novo acordo ortográfico.


O novo acordo ortográfico da língua portuguesa, aprovado no Brasil pelo Decreto Legislativo n. 54, de 18 de abril de 1995 e, em vigor desde primeiro de janeiro de 2009, introduziu algumas alterações na ortografia de nossa língua.

Alfabeto
• Nova Regra: O alfabeto agora é formado por 26 letras
Regra Antiga: O ‘k’, ‘w’ e ‘y’ não eram consideradas letras do nosso alfabeto.
• Como Será: Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano
Trema
Nova Regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano
Regra Antiga: agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
Como Será: aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.
Acentuação
Nova Regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
Regra Antiga: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
Como Será: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico
Observações:
• nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
• o acento no ditongo aberto ‘eu’ continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.


Nova Regra: O hiato ‘oo’ não é mais acentuado
Regra Antiga: enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo
Como Será: enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo

Nova Regra: O hiato ‘ee’ não é mais acentuado
Regra Antiga: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem
Como Será: creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem

Nova Regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas
Regra Antiga: pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo)
Como Será: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)

Observação:
• o acento diferencial ainda permanece no verbo ‘poder’ (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo – ‘pôde’) e no verbo ‘pôr’ para diferenciar da preposição ‘por’

Nova Regra: Não se acentua mais a letra ‘u’ nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de ‘g’ ou ‘q’ e antes de ‘e’ ou ‘i’ (gue, que, gui, qui)
Regra Antiga: argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe
Como Será: argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique

Nova Regra: Não se acentua mais ‘i’ e ‘u’ tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo
Regra Antiga: baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme
Como Será: baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume

Hífen
Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por ‘r’ ou ‘s’, sendo que essas devem ser dobradas
Regra Antiga: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível
Como Será: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível
Observação:
• em prefixos terminados por ‘r’, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal
Regra Antiga: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado
Como Será: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.
Observações:
• esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
• esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por ‘h’: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

Nova Regra: Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.
Regra Antiga: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico
Como Será: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico
Observações:
• esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
• uma exceção é o prefixo ‘co’. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal ‘o’, NÃO utliza-se hífen.
Nova Regra: Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição
Regra Antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento
Como Será: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento

Observação:
• o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.


O uso do hífen permanece
• Em palavras formadas por prefixos ‘ex’, ‘vice’, ‘soto’: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
• Em palavras formadas por prefixos ‘circum’ e ‘pan’ + palavras iniciadas em vogal, M ou N: pan-americano, circum-navegação
• Em palavras formadas com prefixos ‘pré’, ‘pró’ e ‘pós’ + palavras que tem significado próprio: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
• Em palavras formadas pelas palavras ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ‘sem’: além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

Não existe mais hífen
• Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais): cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.
• Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa.
(Fonte: Guia Prático da Nova Ortografia - Douglas Tufano E. Melhoramentos - Agosto de 2008)
“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.”
                                                                     (John Dewey)



quinta-feira, 1 de março de 2012

Muito prazer, meu nome é otário.

Não é de hoje que a prestação de serviços em Marabá tem decepcionado a população. Pagamos horrores de impostos, vivemos presos em nossas casas, o atendimento hospital é de qualidade duvidosa, as ruas - sejam elas asfaltadas ou não - estão todas esburacadas. O comércio está repleto de funcionários amadores, sem noção do que seria um bom atendimento. E para exemplificar a situação dos serviços em nossa cidade, descrevo a seguir algumas situações que não deveriam ocorrer com os cidadãos marabaenses.

Em 2009 minha mulher foi furtada em Goiânia, os larápios levaram todos os seus documentos pessoais. Registramos ocorrência imediatamente. Ao retornar a Marabá, procuramos o DETRAN para requer segunda via de usa CNH.Surpresa! O atendente informou que aquele órgão na aceitava boletim de ocorrências de outro estado. Após cinco viagens à delegacia conseguimos registrar a bendita ocorrência nos moldes que o DETRAN aceitava.

Em 2010, numa noite em que faltou energia, por volta de 20h, minha mulher torceu o tornozelo. Era uma da manhã, ela não suportava tanta dor. A levei até o HOSPITAL MUNICIPAL , e o distinto servidor que deveria operar a máquina de RAIO-X estava debruçado sobre uma mesa quando me apresentei. Ele apenas levantou a cabeça e disse que eu voltasse no outro dia, pois a máquina estava quebrada. Tentei alongar a conversa, ele me cortou perguntando se aquela era hora de alguém torcer o tornozelo. Pode?!?!

Quando eu utilizava telefone fixo da OI cheguei a pagar uma conta de R$ 10,00 para o SRY LANKA. Como pode? Se nem ao menos sei como se diz “bom dia” em cingalês!

Nos bancos, esforço-me para não lembrar da famosa lei do atendimento em 30 minutos, para tentar minimizar a impaciência por não ter meu direito respeitado. Em 2011, recordo ter ficado de 13:05h até 17:37h no BANCO DO BRASIL da Folha 32 para descontar um cheque.

Dia desses cheguei na lanchonete do supermercado Valor no bairro laranjeiras, havia duas funcionárias e pedi um suco de laranja. Uma das moças não me deu a mínima e a outra disse que no momento estava ocupada e não poderia me atender. Detalhe, eu era o único cliente ao pé do balcão.

Os boletos para pagamento de contas que deveriam ser entregues antes da data de vencimento só chegam , no mínimo, uma semana depois.

 A rua onde eu moro tem mais de 30 anos e hoje ela está assim:
Trecho da rua kalil Mutran - Laranjeiras

Pago uma “porrada” no licenciamento anual do meu carro e não posso estacioná-lo na praça por que a vaga está ocupada. E quando consigo ainda tenho que pagar o FLANELINHA, o “legítimo dono” da vaga.
Carrinho de vendedor no estacionamento da Praça São Francisco - Cidade nova

Outro dia no supermercado Apache da Liberdade, fui comprar umas cervejas, a moça do caixa perguntou se era “à vista no dinheiro” ou se era “à vista no cartão de débito”. Na minha cabeça dá no mesmo, mas o supermercado não entende assim. Cobra mais caro se você passar o cartão. Está errado. O custo dessa operação não pode ser pago pelo consumidor. Está no código de defesa do consumidor.

Experimente financiar um carro. Todos os bancos irão lhe cobrar a taxa de abertura de crédito (TAC). Quando você comenta com o vendedor que essa taxa é ilegal, logo ele diz ser “norma do banco”. E fica por isso mesmo.

Pago todo mês, 120 reais por um plano de internet da VIVO e quase todos os dias  fico sem conexão. E se eu tentar algum desconto pela não-prestação do serviço, certamente terei uma tremenda dor de cabeça.


 Sobre a gestão do nosso prefeito “trabalhador” Maurino  Magalhães vou nem falar. Todo mundo está vendo o quanto a cidade está limpa e organizada. Sinto-me honrado em morar numa cidade administrada por um enviado de Deus. Aliás, fiquei sabendo que Deus dá as caras por essas bandas toda semana. O TODO-PODEROSO se reúne toda segunda e terça com o nosso digníssimo gestor!


Mas tudo bem. O mais importante em tudo isso é que apesar dos pesares “[...] é aqui que eu amo, é aqui que eu quero ficar, pois não há lugar melhor que Marabá”!